Crônica: 5 horas da manhã

5 horas da manhã

O cheiro do café invade o quarto, o som do rádio baixinho na cozinha.

Hora de ir pra escola e meu avô sempre estava ouvindo Zé Bettio na rádio, e o som da máquina de costura da minha avó ininterruptamente fazendo acorde com o rádio, eu sorria e ficava feliz, mesmo sonolento e com preguiça de ir para escola tão cedo.

Voltava da escola correndo pra poder assistir ao Chaves sentado no sofá, comendo virado de feijão com café. Meu avô também assistia comigo, ríamos daquelas mesmas piadas todos os dias e era tão bom que no dia seguinte acontecia de novo.

Meu avô tinha um bodoque, que pra quem não sabe é tipo um arco de flecha, mas dispara bolinhas de argila, que ele fazia e colocava pra secar. Ele deixava eu brincar com o bilboquê enquanto isso. 


Minha avó estava sempre na cozinha essas horas,dava pra ouvir o Oiiiiiii, gente vindo do rádio, o que significava que ela estava ouvindo o radialista preferido dela, o Eli Corrêa.


E lá ia eu para a rua jogar bolinha de gude e rodar pião com os meninos, ou então caçar frutas no terreno baldio perto de casa, uvinha japonesa, saco de bode ... bons tempos.





Conta pra gente, quais são suas lembranças da infância??

Abraços,

Vitrine do Artesanato






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